Entenda a diferença entre intolerância lactose e a alergia a proteína do leite

Olá pessoal, tudo bem???


Vocês já ouviram falar de alguém que tenha intolerância ou alergia a leite???


Você sabe qual a diferença entre intolerância à lactose e alergia a proteína do leite???


Intolerância a lactose

Quanta intolerância, entenda um pouco mais!

Muita gente confunde a alergia à proteína do leite com a intolerância à lactose.

1. O que diferencia os dois problemas?

A intolerância se dá quando o organismo não produz quantidade suficiente de uma enzima digestiva chamada lactase. Tal substância é responsável por decompor a lactose, nome dado ao açúcar presente no leite. 
Se não for decomposta, ela chega ao intestino grosso e logo é fermentada por bactérias, promovendo dores musculares e a formação de gases. 
Já a alergia é uma reação do organismo a uma proteína, ou seja, envolve o sistema imunológico, o que não ocorre na intolerância.

2. Quais são os sintomas?

No caso da intolerância congênita, o bebê apresenta diarreia intensa logo nas primeiras mamadas. 
Se continuar oferecendo leite pode até levá-lo à morte. 
Já nos demais tipos, o incômodo se concentra no intestino e se manifesta por distensões abdominais, flatulência, diarreia e náuseas. É comum também a perda de peso.

3. Quando começa a se manifestar?

Ele pode aparecer já nos recém-nascidos, embora seja raro. 
Nesse caso, trata-se de uma deficiência congênita, ou seja, o bebê nasce sem produzir a lactase, que decompõe o açúcar. 
É o quadro mais grave da doença, capaz de impedir, até mesmo, o aleitamento materno. 
As crianças mais velhas também estão sujeitas ao problema.

4. Como isso acontece nas crianças maiores?

Qualquer pessoa está sujeita à deficiência primária, que é uma diminuição natural da produção de lactase. Assim como em todos os mamíferos, o organismo do ser humano foi programado para beber leite apenas durante os dois primeiros anos.
Ao completar 4 ou 5 anos, a quantidade da enzima passa a cair gradativamente, podendo levar à intolerância. Isso costuma acontecer com cerca de 50% das pessoas. Há também a deficiência secundária, provocada por doenças intestinais que afetam temporariamente a produção da enzima. 
O problema é reversível, ou seja, depois da melhora do quadro clínico, o organismo pode voltar a tolerar o açúcar do leite.

5. Como é feio o diagnóstico?

O exame mais comum para detectar a intolerância é simples: a criança deverá ingerir, em jejum, uma dose de lactose diluída em água. 
Após algumas horas, amostras de sangue são coletadas e indicam os níveis de glicose absorvidos pelo organismo (a partir da quebra da lactose). Para quem já nasceu com a doença, o problema pode ser descoberto com um teste genético, recém-lançado no mercado. 
Nesse caso, não é necessário ingerir o açúcar – basta coletar o sangue para verificar se há alguma mutação em relação à produção da enzima.

6. E como o tratamento deve ser conduzido?

É mais fácil lidar com a intolerância do que com a alergia. Só para se ter ideia, em alguns casos, nem é preciso remover totalmente a lactose do cardápio da criança. Iogurtes, queijos e até mesmo leites com baixo teor de açúcar podem ser consumidos, desde que sejam liberados após avaliação do pediatra. 
Também é comum utilizar suplementos da enzima lactase, que estão disponíveis no mercado, em comprimidos ou sachês. Os pais podem acrescentá-los aos laticínios na hora das refeições, pois a fórmula ajuda na digestão da lactose.

Intolerância a lactose
Alergia a proteína do leite!

1. O que provoca a alergia?

É uma resposta imunológica às proteínas presentes no leite industrializado (seja de vaca, 


cabra, búfala).
O organismo entende que essas substâncias são agentes estranhos e devem ser 

combatidos, ocasionando reações. O leite materno é isento das tais proteínas e não 

oferece riscos à saúde do bebê.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, um em cada 20 lactentes apresenta 

alergia, sendo que o risco de manifestar o problema aumenta em até 40% quando pais ou 

irmãos possuem a alteração. Não há regra sobre o período de surgimento: pode ser no 

primeiro ano de vida ou depois.

2. Quais são os princiáis sintomas?

Os bebês podem ter dois tipos de reações alérgicas: a imediata e a tardia.
A primeira é mais rara e acontece nas 24 horas que sucedem a ingestão do leite.
Os sintomas são urticárias na pele (elevações bem demarcadas acompanhadas de 

vermelhidões), problemas respiratórios como rinite, asma e bronquite, falta de ar, 

edema nos lábios e, em casos extremos, choque anafilático, que pode levar à morte se 

não houver uma intervenção de urgência.
Já a tardia costuma ocorrer cerca de duas semanas depois – diarreia e a presença de 

sangue nas fezes são os indícios mais comuns.
Tudo isso pode vir acompanhado de irritação, noites maldormidas e choro na hora da 

amamentação.

3. Como é feito o diagnóstico?

Ao notar os sintomas no seu filho, o recomendado é procurar o pediatra e um 

especialista em alergia e relatar o quadro. Informações como alimentos suspeitos, 

intervalo entre o aparecimento dos sintomas e possíveis tratamentos utilizados 

anteriormente são muito importantes para a construção do diagnóstico, além de 

orientarem a realização de exames adicionais. 

Há dois testes disponíveis: um pode ser feito diretamente na pele e o outro por coleta de sangue. Ambos acusam o excesso de anticorpos específicos, o que aponta para a ocorrência do quadro alérgico.

4. Qual é o tratamento adequado?

Uma vez confirmada a doença, o médico orientará a retirada da proteína animal do leite e seus derivados da dieta. Leite de soja é permitido. Os bebês, porém, precisam do alimento para ganhar calorias e ter um desenvolvimento saudável.
Nesse caso, os médicos costumam prescrever o consumo de fórmulas hipoalergênicas, nas quais a proteína já vem fracionada, o que diminui o risco de reação alérgica. Os familiares devem ficar atentos aos rótulos e orientar as crianças maiores (com 2 anos ou mais) a não ingerirem nada que contenha leite, explicando claramente os motivos e as consequências. Comunicar a escola também é fundamental.

5. Quais outros alimentos ajudam a equilibrar a falta ou a deficiência de cálcio?

Ter uma dieta saudável e rica em frutas e legumes é sempre uma boa saída.
Vegetais de cor verde-escura, como brócolis, couve e agrião, são ótimas alternativas. Também vale incluir no cardápio suco de laranja e peixes, como salmão e sardinha.
Já que o nosso organismo precisa de 1.200 a 1.500 mg de cálcio por dia, muitas vezes será preciso ingerir suplementos específicos, que devem ser prescritos pelo pediatra.


Então pessoal, entenderam a diferença entre Intolerância a lactose ou alergia a proteína do leite?

Espero ter ajudado!

Beijinhos!!!

Fontes: Vera Lucia Sdepanian, pediatra da Unifesp e Fábio Castro, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.
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